Edição 306 - Mai/Jun 2018

Nem sempre o material mais
bonito é aquele que vai dar certo

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A Revista Tecnicouro traz nesta edição um artigo elaborado pelo prof. Dr. Luiz Carlos Robinson, que trata das normas técnicas para a qualidade dos materiais usados na parte superior do calçado. Porém, mais do que alertar sobre a importância de se conhecer as normas que determinam atributos minimamente desejáveis aos componentes, de acordo com o tipo de calçado em que eles serão utilizados (uso militar; equipamento de segurança e proteção no trabalho; para a prática de esportes; uso casual; modinha etc.), a pesquisa ressalta também a necessidade de se ter no ambiente industrial técnicos capacitados a reconhecerem as propriedades de cada matéria-prima e insumo e também como eles interagem ao serem utilizados, garantindo assim que o calçado esteja em conformidade com o projeto inicial atendendo às necessidades do usuário.

Nesse processo, um ponto fundamental é a relação entre o fabricante e a sua rede de fornecedores, pois são esses parceiros - as indústrias de base - que detêm o conhecimento sobre as propriedades e características de cada material e podem orientar precisamente como obter melhores resultados, usando adequadamente os recursos disponibilizados, de forma a também evitar o surgimento de problemas técnicos nas diferentes etapas existentes ao longo de toda a linha de montagem.

Em complemento ao artigo, esta matéria busca fornecer mais detalhes sobre o assunto, bem como apresentar dois casos - um de uma fornecedora de materiais e outro de uma fabricante de calçados femininos - que além de relatarem os cuidados para garantir a melhor performance dos produtos lançados no mercado ilustram esta preocupação exemplificando como o sistema de parceria fabricante/ fornecedor pode ser fundamental para o sucesso de um produto em desenvolvimento.

De acordo com o pesquisador um dos grandes problemas para se avançar na aproximação das organizações que estão no início da cadeia produtiva daquelas que se encontram ao final é a falta de confiança de alguns industriais em abrir aos seus parceiros as dificuldades enfrentadas no dia a dia da empresa. Principalmente por temerem que eles tentem interferir demais nos seus sistemas de produção já consolidados. "Às vezes as dicas ou sugestões fornecidas são recebidas como se o parceiro quisesse `ensinar’ como fazer o calçado, quando na verdade o que se busca é orientar sobre a maneira correta de utilizar um determinado material ou insumo, para que este proporcione os benefícios propagados", contextualiza o Dr. Robinson. Ele complementou, lembrando que, por outro lado, quando um fornecedor ou até mesmo um consultor consegue resolver um problema pontual, a empresa geralmente se sente à vontade para mostrar mais um pouco da sua sistemática de trabalho e expor os seus problemas na busca de novas soluções. "O que poucos sabem é que muitas das necessidades que perduram no processo fabril já poderiam ter sido superadas com produtos, equipamentos e técnicas já disponíveis no mercado, e esse desconhecimento se deve ao fato de as partes interessadas não estarem conversando", lamenta.


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