Edição 305 - Jan/Fev 2018

Tecnologia da Informação
é o foco da Fábrica Conceito 2018

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Em sua 9ª edição, o projeto Fábrica Conceito está instalado em área estratégica da Fimec, que acontece de 06 a 08 de março nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS. Numa realização conjunta entre o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), a Fenac Centro de Eventos e Negócios e a Coelho Assessoria Empresarial, a proposta é mostrar aos visitantes da feira, máquinas, equipamentos, processos e componentes inovadores sendo usados em tempo real, como acontece em uma indústria de calçados. "Este é um projeto que, a cada edição, traz um conteúdo ainda mais relevante para o setor e agora estará em uma área com mais destaque, logo na entrada da feira, por onde todos os visitantes que buscam as novidades em inovação e tecnologia passarão", salienta o diretor-presidente da Fenac, Márcio Jung.

São 70 empresas, 90 máquinas e 70 operários trabalhando na produção de três mil pares de nove modelos de calçados de duas marcas parceiras - Ramarim (calçados femininos) e Kildare (calçados masculinos). Para isso, foram instaladas seis linhas de montagem de sapatilhas, scarpins, botas femininas e sapatênis masculinos.

Dentre as linhas de produção, uma é integralmente composta por alunos do Senai, que trabalham para produzir em torno de mil pares de sapatilhas. A diretora do Senai, Arlete Accurso, considera muito importante a participação da instituição de ensino junto ao projeto, qual se refere como um grande desafio e uma oportunidade para demonstrar que os alunos estão bem preparados para atuarem no mercado. "Os aprendizes têm a responsabilidade de produzir duas sapatilhas de uma marca reconhecida pela alta qualidade dos produtos que desenvolve, e também a oportunidade de demonstrar para o segmento calçadista o alto padrão da formação dos alunos do Senai. São em torno de 30 jovens trabalhando - todos menores com contrato de aprendizagem junto a empresas calçadistas", pontua Arlete.

Outra linha apresenta um alto nível de automação e controle dos processos, através de softwares desenvolvidos para fornecer todas as informações necessárias aos gestores de produção. Os modelos produzidos no projeto são avaliados pelo Laboratório de Biomecânica do IBTeC, quanto ao conforto oferecido ao usuário.

Além de uma série de materiais e componentes inovadores e sustentáveis, nesta edição, um dos destaques é uma máquina de corte automático. Já o Projeto Sola (Sistema de Operações Logísticas Automatizadas) da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apresenta processos que reduzem os custos, integram ações, permitem rastreabilidade, possibilidade de crossdocking e reposição automática, controle e organização para gestão dos negócios e inventário em tempo real.

Luís Coelho, da Coelho Assessoria Empresarial, comenta sobre a importância da fábrica ser um local para a apresentação de novos conceitos na fabricação de calçados. "Cada edição traz novos desafios e oportunidades para nos superarmos, e para isso, buscamos parcerias com entidades e empresas que possam trazer o que há de melhor para a feira, para o projeto e, principalmente, para o setor", considera.

O coordenador técnico do IBTeC, Paulo Model, enfatiza que um dos grandes desafios é a realização do processo de injeção direta em duas linhas de calçados ao mesmo tempo (um modelo masculino e outro feminino). "O processo foi testado antes, na cidade de Franca/SP, para que tudo saísse perfeito agora", conta o consultor.

O presidente executivo do IBTeC, Paulo Griebeler, destaca que as expectativas são otimistas, tanto para o projeto quanto para a feira, que na sua avaliação deve confirmar a retomada dos investimentos do setor calçadista. "Além do viés ambiental e do social, que já são uma característica da Fábrica Conceito, mostramos nessa edição novidades muito importantes em inovação, tecnologia, conceito de indústria 4.0 e produtividade", sintetiza.

Parte dos calçados produzidos será destinada a instituições de assistência a pessoas em  situação de vulnerabilidade social. Ainda nesse viés da valorização das pessoas, uma parte da equipe que trabalha na produção de calçados é composta por profissionais desempregados. O histórico do projeto mostra que a cada edição vários desses trabalhadores conseguem agendar entrevistas de emprego a partir desta participação, sendo que alguns evoluem para a contratação forma.


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